Em Mariante, distrito de Venâncio Aires (RS), uma situação emblemática chamou a atenção: meses após uma enxurrada devastar completamente a casa de uma moradora, a conta de saneamento ainda é enviada ao local. Entre os destroços, o único objeto intacto que restou da residência foi um vaso sanitário. Mesmo assim, a Corsan, empresa responsável pelo saneamento no Rio Grande do Sul, continuou emitindo cobranças, sendo a mais recente datada de 26 de novembro de 2024.
A cena, que ilustra uma desconexão entre o serviço público e a realidade das vítimas de desastres naturais, foi registrada por uma equipe de reportagem do g1. A conta de água, intacta em meio aos escombros, estava apoiada sobre um pedaço de madeira no que antes era o lar da moradora. Até o momento, a Corsan não se manifestou sobre o caso, apesar dos questionamentos enviados pelo g1.
A situação em Mariante levanta questionamentos sobre a sensibilidade e a eficiência dos processos de monitoramento de serviços em áreas afetadas por tragédias, especialmente diante da precariedade enfrentada pelas famílias atingidas.
Foto: Fábio Tito/g1
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